

Hoje sou mesmo todos os diasForam dois passos dados com a certeza de que algo iria mudar Adormecia e acordava com um sabor estranho na boca O arrependimento era algo desinteressante O sabor do meu próprio sangue era algo renovador Avancei porque pensei ter ouvido o meu nome Sangrei porque pensei ter morridoHoje sou mesmo todos os dias
Dou-te as minhas mãos cheias de lembranças tuas Dou-te porque já não preciso delas Já não me fazem avançar como dantes Antigamente sangrava todos os dias Agora já nada me faz ferir de morte Dantes morria e renascia todos os dias Pelas lembran


Agarrar o diaTenho as mãos geladas O frio desfaz em trovoadas A dor que tento esmagar contra as paredes pintadas Com o meu próprio sangueAgarrar o dia
Deitado moldo o meu corpo Como traços a pincel num quadro Feito de lençóis de vinho tinto São símbolos que crio de gestos sem nexo
No centro nada existe, porque sou extremos Trago as mãos geladas Não do frio mas do vazio que criam Ao tentarem agarrar o dia


RetrocessoQuantas linhas destruí?Retrocesso
Palavras que apaguei por raiva e em desespero. Nunca escreverei o que sinto, porque não o percebo. Ou simplesmente porque nada sinto. Talvez porque não quero dar conta de mim como ser só.
E num retrocesso violento como mola que se desprende em liberdade
O frio entra-nos pelas veias dentro E a realidade como grito insurdecedor Nesse momento reconstruo tudo o que destruí Refaço palavras, conjugo verbos em delírio Descubro-me nos fragmentos que tentei esquecer


Monstro AdormecidoÉ como monstro adormecido O medo A ansiedade de se estar vivoMonstro Adormecido
O cérebro fica dormente O tempo alonga-se perante a presença Dos batimentos cardíacos antes adormecidos
É como dar-se conta abruptamente Que se está vivo Torna-se fardo que pesa por dentro O cansaço por inspirar O que dá vida E a concentração exigida Para não parar
Deleatur

Astros e familiaresAs luzes nocturnas amolecem-me, os teus braços mornos, um quente de vela no quarto onde falta a luz. Para sempre? O escuro? Os teus braços? As luzes, lá fora, cá dentro, reflectidas no vidro, a iluminar os gestos dos outros nas janelas vizinhas, atravessadas pelo fumo. Estrelas eléctricas espetadas na rua, penduradas no tecto. Estrelas mascaradas de candeeiros, dedos chamuscados ao tentar mudar a lâmpada que ainda queima depois de fundida. Estrelas e saudades. São assim.Astros e familiares
O grande gato preto lambe-me as pestanas para baixo, a minha mãe canta-me a música de dormir com a boca fechada, há muito tempo, as luzes adormeceram-
Muito bons
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sorry for my very bad English...... >_<
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meus melhores trabalhos:
[link] e [link]
CADÊ VC???????????????
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Muito obrigada pelas tuas palavras e pelo fav. Significa muito para mim.
Um forte abraço e até breve!
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[paula-rosa.com]
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"Batem portas em tons de suicídio, como um corpo que cai do nono andar."
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ricardofilipe.com
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~tyrangel
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Parabéns, migo!
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Coisas pequenas são tudo que eu te quero dar
E essas palavras são coisas pequenas
Que dizem que eu te quero amar.
(Madredeus)
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